sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ser Mãe...


Mãe e Filho - Gustave Klimt

Ser mãe é ser alguém que na alvorada
bendiz o brilho que anuncia o dia
trazendo a luz do sol em sintonia
com o burburinho de uma passarada.

Ser mãe é ser a doce madrugada
que põe um fim à mágoa doentia;
é ser também a força da magia
curando a febre que se faz calada.

Ser mãe é buscar sempre uma saída
para acalmar o coração inquieto
do filho que se fecha em seu afeto.

Ser mãe é estar atenta para a vida,
é ver além do amor que não deu certo,
fazendo de sua cria um ser liberto.

© Márcia Sanchez Luz

32 comentários:

  1. Duas vezes parabéns, Márcia. Pela poesia e por ser meredora de cumprimentos pelo Dia das Mães.
    Chamou minha atenção todo o poema, especilmenteSer "mãe é ser a doce madrugada
    que põe um fim à mágoa doentia;"

    Beijos
    Jorge

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  2. Mãe, pois é, saudades da minha...

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  3. quer dizer, Marcia...ai meu deus, confundi seu nome com o nome de um dos personagens do meu post. Isso que dá escrever duas coisas ao mesmo tempo...mas seus versos sao lindos mesmoooo

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  4. Edson Gonçalves Ferreira8 de maio de 2010 19:00

    Márcia,

    Seu poema "Ser mãe" tem um lirismo divino e, embora o título seja simples, o poema não o é, pois tem musicalidade encantadora e, com mãos celestes, você consegue casar o humano com o divino como, de fato, existem nas mães, figuras consagradas e eternas na vida de qualquer ser humano e, por que não dizer, de qualquer criatura. Basta olhar para as demais criaturas que existem, todos têm mãe e, às vezes, podemos ver o desvelo de uma mãe até num animal que, por exemplo, alimenta uma cria. Você fez alvorada no meu ser com este belo poema, embora minha mãe já tenha partido, ela está sempre comigo.
    Beijos, Edson

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  5. É e por isso, as mães são quase que imaginárias...e estão no imaginário de todas as pessoas e culturas sob inúmeros aspectos.

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  6. Márcia, a arte do difícil ofício da poesia tudo atinge e pode, no imaginário.
    Não saberemos os homens, todavia, jamais da abrangência dessa energia incomensurável da geratriz da vida. É privilégio exclusivo. Em insondáveis desígnios, assim somos feitos, diz o Génesis...
    Com palavras doces e claras tenta (algo será percebido, felizmente), a poetisa, nos iniciar em tais mistérios. Um, especialmente: [...]ver além do amor que não deu certo [...]. Está atenta esclusivamente para a vida.

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  7. Diante da beleza do seu poema digo: tão lindo quanto você e todas as mães nesse dia. Um abraço Márcia poetisa dos mais belos sonetos.

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  8. Obrigada, Jorge. Acho que a missão mais difícil, porém mais gratificante de uma mãe, é colaborar na libertação de seus filhos, aceitando sua dor como forma de crescimento, de amadurecimento.

    Um beijo

    Márcia

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  9. É, Parreira...e como essa saudade se torna ainda mais intensa nesta data...

    Abraços

    Márcia

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  10. Claudinha, não tem problema. ;-) O que vale é sua presença e seu carinho, viu?
    Obrigada.

    Um abraço

    Márcia

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  11. O que você disse é muito bonito, Edson. Fico feliz em saber que você tem sua mãe presente em suas lembranças, o que significa que ela será sempre celebrada.
    Obrigada pela leitura cuidadosa deste soneto.

    Um abraço

    Márcia

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  12. Sabe, Barbara, as mães imaginárias passam a ser reais quando passamos de nossa posição de filhas para assumirmos a maternidade.
    Obrigada por ter vindo.

    Um abraço

    Márcia

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  13. Sim, Caio, a poesia pode, sem se afastar do real, gerar sonhos... Mas acredito que o ofício mais difícil ainda seja o de ser mãe - não a mãe que procria, mas aquela que cuida, observa atentamente qualquer mudança em seu filho, aquela que se cala quando mais quer falar, aconselhar, preservá-lo de dores e perigos, justamente para que ele conquiste sua libertação.
    Obrigada pelo carinho da leitura e por estar sempre presente, amigo querido.

    Beijos

    Márcia

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  14. Obrigada por tanto carinho, Antonio.

    Um abraço

    Márcia

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  15. Um feliz dia das mães, paz.
    Beijo Lisette.

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  16. O seu blog é um convite maravilhoso para apreciar a boa arte de escrever poesias. Belíssima esta. Agradeço seu convite, sinto-me honrada de estar aqui. beijocas

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  17. Márcia,

    Parabéns pelo soneto e pela data. Ando meio afastado em função da finalização de um livro que tem dado um trabalho danado. Trata-se de um livro chamado "Stammtisch, re-inventando tradições" que possue uma extensa pesquisa histórica sobre Stammtisch (um nome alemão para as "rodinhas de bate-papo") e também conta a nossa participação na re-invenção desta tradição germânica em Blumenau, a partir do Programa que eu mantinha (produzia e apresentava) na TV Galega, daquela cidade, além do Site Stammtisch, Confrarias e Patotas.
    Por isso, perdoe-me as ausências em teu Blog.

    A data é oportuna para te desejar toda a felicidade do mundo, além de rogar a Deus que te cubra sempre com suas bençãos e te permita uma fidelidade íntima com aquela que foi a Mãe do Salvador.

    Que Deus te abençoe,

    Caminha

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  18. Márcia,

    excelente soneto, trazendo em seu bojo a ideia maior de que a figura da Mãe transcende o dito e o escrito; é, apenas, o compreendido.
    Sinceros parabéns e o meu abraço fraterno. Regina Coeli/RJ.

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  19. Márcia,
    lindo soneto, que homenagem maravilhosa que você presta às mães, genitora e poetisa. Parabéns!
    Mauro

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  20. Sissym, a honra é toda minha em vê-la aqui.
    Obrigada pela gentileza de seu comentário e venha sempre que puder.

    Beijos

    Márcia

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  21. Lisette, muita paz pra você também, sempre!

    Um beijo

    Márcia

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  22. Senti sua falta aqui no blog, Caminha. Mas fico muito feliz em saber de seu livro e ter notícias tão boas de você. Parabéns e sucesso, muito sucesso, amigo!
    Obrigada por seu carinho.

    Fique com Deus

    Márcia

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  23. Exatamente, Regina! Acho que fica o que sentimos com relação à figura materna.
    Obrigada pelo carinho da visita e por sua generosidade nas palavras.

    Beijos

    Márcia

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  24. Mauro, obrigada por vir prestigiar este soneto e brindar ao Dia das Mães.

    Abraços

    Márcia

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  25. Olá Márcia, linda a tua homenagem para as mãs. Gostei muito. Parabéns.
    Com carinho
    Sueli

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  26. Seja bem-vinda, Sueli! Fico feliz em vê-la aqui e grata pelo carinho de suas palavras.

    Beijos

    Márcia

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  27. VOTEI NO SEU BLOG, É CLARO!!!!!
    BEIJO,
    ROGEL SAMUEL

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  28. Rogel, querido amigo

    Obrigada por sua presença e pelo voto. Ando sentindo sua falta aqui no blog, viu?

    Beijos

    Márcia

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  29. Márcia desculpe-me a ausência...
    Ontem tentei escrever algo para comemorar o seu niver, mas não consegui... então lembrei de uns versos do Drumonnd para o Manuel Bandeira em que ele dizia: "Oi, poeta, do lado de lá da moita,hein?... e se rindo da bobagem de contar os anos"... Desejo que você os conte por muitos e muitos longos e felizes dias e nos brinde sempre com a beleza dos seus versos. Beijos no seu coração neste dia tão especial. Zê

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  30. Zê querida, já ri tanto por conta da alusão aos versos do Drummond...rss...um barato! Aí parei e pensei: contar os anos é como um ritual de passagem, onde o que vale, de fato, é nossa vivência, repleta de tristezas e alegrias, de aprendizados diários, de laços afetivos. Tudo isto é tão bom!
    Agradeço por seus votos e espero, de coração, que possamos estar sempre junto de pessoas queridas para celebrar a Vida.
    Grata pelo carinho aqui deixado. Você me deu um presente inesquecível!

    Beijos em seu coração

    Márcia

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  31. Márcia querida, obrigada pelo soneto tão harmônico e cheio de sentido! Um presente para toda mulher, mãe ou não.

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