domingo, 2 de outubro de 2011

Solidão dos quereres

© Márcia Sanchez Luz


(Img: Lucidez, de Gustavo Saba)


A dor que te sufoca é também minha,
assim como este amor que não tem fim.
negar a mágoa pode ser ruim
pois que disfarça o adeus que se avizinha

e assusta o corpo quando estou sozinha.
Constato que o querer é sempre assim
e canso-me de ter somente em mim
paixão que por si só me desalinha.

Fechar-me não seria a solução
(seria tão somente paliativo)
para o que sinto e que me faz morrer

a cada instante deste meu viver.
Mas eu preciso achar algum alívio
porque além da razão, sou emoção...
 




25 comentários:

  1. Márcia, falar da forma, técnica cuja perfeição cruza versos como que brincando em equilíbrio, nem é necessário... Mas, o enredo, a trama, a urdidura, revelam o sentir que perpassa todos os que amam.
    Comove... Belíssimo!

    ResponderExcluir
  2. Ótimo, Márcia.

    Gostoso e intrigante este dançar dos versos que parecem em desalinho e se encontram num espolcar de emoção. Aliás, parecem exprimir o que passa na mente de uma solidão de quereres inconfessos e marcados pela paixão.

    Aplausos!

    Deus te abençoe,

    Caminha

    ResponderExcluir
  3. Marcia!
    Que poema lindo! Daqueles que entram direto na veia!
    Abraço e emoção,
    Gilia

    ResponderExcluir
  4. Caio, não há quem escape, no exercício do amor, de tais sentimentos. Mas sempre vale a pena, não é mesmo?
    Obrigada pela generosidade de suas palavras.

    Beijos

    Márcia

    ResponderExcluir
  5. Sim, Caminha. A ideia do desalinho nos versos existe justamente para se chegar ao estouro de emoções, onde paixão e amor se misturam. O eu poético sabe, racionalmente, o caminho, mas a paixão, irracional, entra em choque com o amor.
    Obrigada por suas palavras.
    Espero que esteja tudo bem com você e sua família. Faz tempo que não nos falamos.

    Abraços

    Márcia

    ResponderExcluir
  6. Gilia querida, que bom te ver por aqui!Como você está? A coluna não tem mais dado trabalho?
    Obrigada por vir e deixar seu carinhoso comentário.

    Beijos

    Márcia

    ResponderExcluir
  7. A Senhora Luz é a reencarnação de um soneto. Só pensa e fala em sonetês.

    Adorei este, tão humano, tão solidário, tão feminino.. e tecnicamente perfeito.

    Continue nos encantando, amiga!

    ResponderExcluir
  8. Hehehe! O soneto me pegou de jeito, Cicero... Mas está difícil ser a reencarnação dele...rs...
    Uma vez o Marco Bastos (excelente poeta), comentando "Bilhete de Julieta", me disse que, num grupo de escritores amigos, surgiu essa questão de o poema ser feminino ou masculino... Pois é...mais um soneto feminino aqui!
    Obrigada pela leitura cuidadosa de "Solidão dos quereres".

    Abraços

    Márcia

    ResponderExcluir
  9. Nossa! q lindo!!!!!!!!!!!!! Só vc p/ escrever sonetos q tocam a alma da gente num mundo tão vazio de sensibilidade como o nosso.
    bjs no coração

    ResponderExcluir
  10. Todas as vezes que tentei ser mais razão do que emoção, acabei caindo do cavalo. Não levo mais este tipo de tombo.
    Acertou, Márcia. Conversou com você mesma, o poema ficou leve.

    Beijos,
    Jorge

    ResponderExcluir
  11. O pressentimento da dor na emoção do soneto nos leva a viajar na perfeita imagem de seus versos, querida Poeta.

    Muito lindo, Márcia!

    Bj

    ResponderExcluir
  12. É, Zenaide...o mundo parece estar de ponta cabeça... Vamos torcer para que a Poesia toque o coração daqueles que carecem de sensibilidade para o que realmente vale a pena neste mundo.
    Beijos, querida. E obrigada por ter vindo abrilhantar este espaço.

    Márcia

    ResponderExcluir
  13. O ideal seria um equilíbrio entre ambas, não é mesmo, Jorge? Dizem que se a gente for zero à esquerda na emoção, acaba detonando a razão...
    Obrigada por sua presença.

    Beijos

    Márcia

    ResponderExcluir
  14. Que bom que o soneto surtiu este efeito em você, minha querida Lígia!
    Mande notícias, sim?
    Muito obrigada por sua presença, que em muito me honra e alegra.

    Beijos

    Márcia

    ResponderExcluir
  15. Um lindo e bem feito soneto, amiga Márcia. Como tudo o que você faz, comn esta incrivel sensibilidade.
    Théo Drummond

    ResponderExcluir
  16. Théo, agradeço por suas palavras. É uma honra receber sua visita.

    Márcia

    ResponderExcluir
  17. Boa semana, beijo Lisette.
    Estou bem sim...

    ResponderExcluir
  18. Querida Poetisa,
    Acredito que a gente deve ser honesto nos comentários. Notei que os dois tercetos não estão a altura dos quartetos, tem até um problema de "rima" (paliativo e alívio NÃO RIMAM)Se você quiser conversar comigo, esse é o meu
    e-mail: poetaademar@yahoo.com.br
    Eu tenho uma página diária de Poesias que traz :(TROVAS, POESIA LIVRE, POESIA POPULAR, E SONETOS...

    ResponderExcluir
  19. Caro poeta Ademar, não há tal problema de rima, já que as últimas sílabas tônicas de "paliativo" e "avio" são, respectivamente, "ti" e "li", que rimam perfeitamente. A ausência de rima existiria se ao invés de "alívio" (substantivo) eu tivesse escrito "alivio" (verbo).

    De qualquer modo, agradeço por seu comentário e visita. Venha sempre!

    Márcia

    ResponderExcluir
  20. Muito lindo amiga Márcia,
    Venho convidar você para um cházinho,sua entrevista será postada nesta sexta-feira,03/11/2011,
    Agradeço seu carinho e atenção na entrevista na apresentação de seus livros para o Chá da tarde,
    Beijos de luz.

    ResponderExcluir
  21. Olá, meu nome é Marli e sou escritora.
    Vc gostaria de visitar meu blog?
    Estou sorteando um livro de um escritor amigo.
    Bjs
    Marli

    http://amazoniaumcaminhoparaosonho.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  22. Olá Marcia vim conhecer tua casa pois vi a entrevista na Maria Selma e adorei, chegando aqui deparei com belos poemas que percebe-se você escreve com a pena da alma, parabéns e esteja certa já estou seguindo, beijos Luconi

    ResponderExcluir