sábado, 30 de janeiro de 2016

Meu filho...

Para Bruno, meu amado filho

© Márcia Sanchez Luz

















Teu sono desde a infância sou quem vela
e mesmo antes eu já te guardava
naquele espaço onde fiz-me escrava
de teus desejos. Fui talvez capela!

Ao me sentir gestante fiz-me bela
e a todo instante te acariciava
dizendo bem baixinho uma palavra
para acalmar-te o medo das mazelas

que por ventura o mundo anunciasse
em teu caminho pela vida afora,
pois que sozinho a mágoa não demora.

E assim chegaste como se chegasse
o sol iluminando toda a flora
e anunciando a luz que quero agora.


6 comentários:

  1. Me arrebentou, Marcinha! Que maravilha!

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    1. A mim também, Cicero...rs... Mas é por aí mesmo, né não?

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  2. A casa em que nossos filhos moram é apenas um simulacro do verdadeiro ninho que é a barriga que os abrigou. Vc Marcia querida é mesmo uma Luz!

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    1. Mauricio querido, você está certíssimo! E há que ter muita cautela ao lidar com situações parelhas... Obrigada por seu carinho costumeiro e pela leitura atenta do soneto.

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  3. Como sempre, um poema de verdade e beleza.
    um abraço

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    1. Obrigadíssima, Guaraciaba! Sua presença constante é motivo de muita alegria, querida. Abraços

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