segunda-feira, 12 de junho de 2017

Dualidade

© Márcia Sanchez Luz

Img: Márcia Sanchez Luz






















Por que esta dor que tanto te consome
e te anuncia a luz de um outro amor
não pode se tornar um codinome
que traga à tua vida um novo ardor?

Por que este amor que dizes já ter nome
não basta para aliviar a dor
que no silêncio agride e tira a fome,
dilacerando o corpo em vil torpor?

Minh’alma também vive o desacordo;
meu peito chora a falta a derruir
o corpo que só clama o afago teu.

Deitada escuto a brisa e os lábios mordo;
teu nome à noite temo proferir
e transbordar um sonho todo meu.



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