sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Márcia Sanchez Luz é entrevistada por Mônica Banderas e Urhacy Faustino para o Post Blog

Agradeço de coração à Mônica Bandeiras e ao Urhacy Faustino pela deliciosa e prazerosa entrevista! Que Deus abençoe a família Blocos (da qual me sinto membro desde que conheci a Leila Míccolis e nos tornamos grandes amigas). Beijos e meu carinho. Para ler a entrevista, bast clicar aqui: Post Blog

quarta-feira, 8 de julho de 2020

terça-feira, 28 de abril de 2020

Terremoto


© Márcia Sanchez Luz


(Img: Salvador Dalí La Main (Les Remords de Conscience)



















Será que o grito ao fim da noite dado
é solução pra tanto desassunto
entre dois seres? Nem por um segundo
há paz quando o respeito é renegado.

Será que o mundo é surdo e acovardado,
vazio, até sem vida, ou moribundo?
Penso que a angústia de que ora me inundo
seja a constatação que, abandonados,

somos menores que o menor dos medos,
somos apequenados pelos outros
que empenham-se em mostrar que não podemos

sequer criar nossos próprios enredos
onde é possível ver crescerem soltos
anseios que jamais abraçaremos.

sábado, 11 de maio de 2019

POESIA PARA MUDAR O MUNDO - versão impressa da Editora Blocos




Leila Míccolis e Urhacy Faustino, nadando contra a corrente, o que é fantástico, reativam a Editora Blocos e publicam em papel e tinta a Antologia POESIA PARA
MUDAR O MUNDO, antes publicada em versão digital no Portal Blocos Online.


É com imenso prazer que partilho essa notícia e me sinto honrada por participar dela junto a grandes poetas da atualidade.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Desvario - Em memória de Ricardo Boechat
















Hoje perdemos Ricardo Boechat, jornalista e ser de primeira grandeza. Fica um vazio imenso, um desejo de que tudo não passasse de um pesadelo, um engano...mas não! Ele se foi, e com ele se foi o que havia de mais transparente no jornalismo... Muito triste...

Posto humildemente este soneto em sua memória

Desvario
© Márcia Sanchez Luz

Será que nesta vida tão doída
Existe algum lugar que delimite
A perda que maltrata em despedida
E a voz que sempre fere e impõe limite?

Não sei qual a razão de tanta lida
se o que magoa enfim não nos permite
banir o açoite turvo na acolhida
das noites, no silêncio que se omite!

Burlar a escuridão é desvario:
o claro que se apaga e mostra a dor,
não vai trazer a paz – é luta em vão!

Postergo e avilto a morte, fantasio
que tudo enfim será cultivador
de um mundo desprovido de aflição.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Pura Rima

© Márcia Sanchez Luz


Tela de Tomasz Kopera















Mesmo se dissesse
que o que me entristece
não é tua fala
pois que a boca cala
e o ouvido cerra
o que nela encerra...
Se em mim fascina
teu olhar que insiste 
tantas vezes teima
em não concordar
que não somos mais 
olhares gulosos...

Se tua mão que afaga
já não é tão fina
mas que é pura rima
de nossos desejos 
amadurecidos
e já transformados...
Assim não podemos 
porquanto crescemos
e juntos gozamos 
prazeres intensos
de sol e de lua...
Minha boca, que é tua,
só tua!
Sou tua...


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

AMOR ASTRAL

© Márcia Sanchez Luz




















A lua setembrina é mais bonita
quando se junta ao sol na primavera:
os dois se encontram e a grandeza impera,
parecem ouro e prata, o que suscita

uma emoção sem fim (o amor transita
por alamedas cheias de quimeras),
levando o coração para uma esfera
onde não há maldade nem desdita.

E chega a noite, a lua (soberana
e eterna apaixonada pelo sol)
guarda seu sono, toda luz emana!

O dia acorda, logo desjejua
e canta como fosse um rouxinol
à espera da brilhante e linda lua.

© Márcia Sanchez Luz