terça-feira, 16 de abril de 2019
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
Desvario - Em memória de Ricardo Boechat
Hoje perdemos Ricardo Boechat, jornalista e ser de
primeira grandeza. Fica um vazio imenso, um desejo de que tudo não passasse de
um pesadelo, um engano...mas não! Ele se foi, e com ele se foi o que havia de
mais transparente no jornalismo... Muito triste...
Posto humildemente este soneto em sua memória
Desvario
© Márcia Sanchez Luz
Será que nesta vida tão doída
Existe algum lugar que delimite
A perda que maltrata em despedida
E a voz que sempre fere e impõe limite?
Não sei qual a razão de tanta lida
se o que magoa enfim não nos permite
banir o açoite turvo na acolhida
das noites, no silêncio que se omite!
Burlar a escuridão é desvario:
o claro que se apaga e mostra a dor,
não vai trazer a paz – é luta em vão!
Postergo e avilto a morte, fantasio
que tudo enfim será cultivador
de um mundo desprovido de aflição.
Posto humildemente este soneto em sua memória
Desvario
© Márcia Sanchez Luz
Será que nesta vida tão doída
Existe algum lugar que delimite
A perda que maltrata em despedida
E a voz que sempre fere e impõe limite?
Não sei qual a razão de tanta lida
se o que magoa enfim não nos permite
banir o açoite turvo na acolhida
das noites, no silêncio que se omite!
Burlar a escuridão é desvario:
o claro que se apaga e mostra a dor,
não vai trazer a paz – é luta em vão!
Postergo e avilto a morte, fantasio
que tudo enfim será cultivador
de um mundo desprovido de aflição.
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
Pura Rima
© Márcia Sanchez Luz
![]() |
| Tela de Tomasz Kopera |
Mesmo se dissesse
que o que me entristece
não é tua fala
pois que a boca cala
e o ouvido cerra
o que nela encerra...
Se em mim fascina
teu olhar que insiste
tantas vezes teima
em não concordar
que não somos mais
olhares gulosos...
que o que me entristece
não é tua fala
pois que a boca cala
e o ouvido cerra
o que nela encerra...
Se em mim fascina
teu olhar que insiste
tantas vezes teima
em não concordar
que não somos mais
olhares gulosos...
Se tua mão que afaga
já não é tão fina
já não é tão fina
mas que é pura rima
de nossos desejos
amadurecidos
e já transformados...
Assim não podemos
porquanto crescemos
e juntos gozamos
prazeres intensos
de sol e de lua...
Minha boca, que é tua,
só tua!
Sou tua...
domingo, 5 de agosto de 2018
segunda-feira, 30 de julho de 2018
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
AMOR ASTRAL
©
Márcia Sanchez Luz
A
lua setembrina é mais bonita
quando
se junta ao sol na primavera:
os
dois se encontram e a grandeza impera,
parecem
ouro e prata, o que suscita
uma
emoção sem fim (o amor transita
por
alamedas cheias de quimeras),
levando
o coração para uma esfera
onde
não há maldade nem desdita.
E
chega a noite, a lua (soberana
e
eterna apaixonada pelo sol)
guarda
seu sono, toda luz emana!
O
dia acorda, logo desjejua
e
canta como fosse um rouxinol
à
espera da brilhante e linda lua.
©
Márcia Sanchez Luz
segunda-feira, 12 de junho de 2017
Dualidade
© Márcia Sanchez Luz
| Img: Márcia Sanchez Luz |
Por
que esta dor que tanto te consome
e te
anuncia a luz de um outro amor
não
pode se tornar um codinome
que
traga à tua vida um novo ardor?
Por
que este amor que dizes já ter nome
não
basta para aliviar a dor
que no
silêncio agride e tira a fome,
dilacerando
o corpo em vil torpor?
Minh’alma
também vive o desacordo;
meu
peito chora a falta a derruir
o
corpo que só clama o afago teu.
Deitada
escuto a brisa e os lábios mordo;
teu
nome à noite temo proferir
e
transbordar um sonho todo meu.
sábado, 22 de abril de 2017
sábado, 11 de fevereiro de 2017
domingo, 1 de janeiro de 2017
Como fazer o Ano Novo
© Márcia Sanchez Luz
Olhemos o
outro com atenção,
carinho e
respeito pelas diferenças,
porque são
elas que nos tornam únicos.
Somos
imperfeitos, estamos aqui para aprender,
não para
impor nossa visão de mundo.
O amor
precisa vencer a prepotência e a soberba
para que
tenhamos paz.quarta-feira, 19 de outubro de 2016
Celebrando o nascimento de Vinícius de Moraes
Nada mais atual, escrito por Vinícius de Moraes em 1954
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
Soneto em memória de Domingos Montagner
![]() |
| Img: Google |
© Márcia Sanchez Luz
como quem vive um só dia:
cada fração de segundo,
fugaz como a estrela-guia.
Não sei se o solo é fecundo,
nem se a noite se atavia.
Porém sigo e me aprofundo
no sentir que me alicia.
Do pranto que me entristece
sugo as lágrimas que correm
dos olhos de um querubim.
Já do canto que enternece
sorvo as delícias que escorrem
de um coração arlequim.
cada fração de segundo,
fugaz como a estrela-guia.
Não sei se o solo é fecundo,
nem se a noite se atavia.
Porém sigo e me aprofundo
no sentir que me alicia.
Do pranto que me entristece
sugo as lágrimas que correm
dos olhos de um querubim.
Já do canto que enternece
sorvo as delícias que escorrem
de um coração arlequim.
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