quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Para lembrar o que não houve


Fonte: Google

Em dois minutos de magia pura
cantamos juntos versos ao luar.
Você jurava que o dia a chegar
seria para nós a partitura

do amor infindo (laço que perdura)
da noite eterna feita pra abrigar
os sonhos nossos de nunca adiar
as tardes calmas, cheias de ternura.

Por que não se tornaram realidade
os nossos sentimentos e desejos
cantados em total cumplicidade?

Os dois minutos de felicidade
deram lugar a pálidos tracejos
do que seria vida e hoje é saudade.

© Márcia Sanchez Luz

24 comentários:

  1. Cara Poetisa


    Lindos são seus escritos

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  2. os sonhos nossos de nunca adiar
    as tardes calmas, cheias de ternura!

    Por que não se tornaram realidade
    os nossos sentimentos e desejos
    cantados em total cumplicidade?

    É realmente por quê? Somos tão idiotas que nos perdemos em detalhes ou em briguinhas fúteis!! Parabens pelo soneto. Eu sou fã de soneto!! Abraços Ademar!!

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  3. Márcia!
    Parabéns! Seu soneto "Para lembrar o que não houve" está lindo!!!
    Perfeito!
    Besos Gis

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  4. Pois é, Márcia! Tais sentimentos de perda e abandono, no verso e reverso, marcam fundo e deixam cicatrizes... Impecável na forma (como sempre) e pungente no conteúdo. Todavia... houve?

    Beijo.

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  5. Tão triste, Márcia. Mas tão belo.

    beijo.

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  6. Querida, você sabe o quanto gosto deste seu soneto, não é? Porém nunca é demais repetir... rs...
    Beijão, Leila

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  7. Dois breves minutos capazes de transformarem-se em eternidade!

    Beijos

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  8. Como saber o que não é ainda
    se pouco é sabido
    do tudo já acontecido
    Apenas, penso, seja benvinda

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  9. Márcia,
    a sua sensibilidade poética é comovente, os seus versos são pungentes e vibrantes vem de um coração comovente... "as tardes calmas, cheias de ternura..." não é um lugar comum, mas linda imagem.
    Parabéns,
    bjs,
    Mauro Lúcio

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  10. Ari, grata pela visita. Volte sempre!

    Márcia

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  11. Ademar, você está certíssimo. As pessoas perdem muito tempo com bobagens e, quando veem, a vida já se foi... Mas neste enredo não houve briga. Adorei sua participação. Obrigada.

    Um abraço.

    Márcia

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  12. Gis querida, que gostoso te ver por aqui! Venha sempre ter comigo neste espaço, está bem?

    Beijos em seu coração

    Márcia

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  13. Oi Caio. Perdas são perdas, sejam elas reais ou oníricas. Não tem jeito, não é mesmo?
    Fico sempre muito feliz com sua presença e comentários certeiros.
    Quanto à sua pergunta...êta curiosidade...rss...

    Beijos

    Márcia

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  14. Nydia querida, é a partir de grandes tristezas e questionamentos que criamos... Acho que aí é que se encontra a beleza.
    Obrigada por seu carinho!

    Beijos

    Márcia

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  15. Leila querida, sua presença é sempre motivo de grande alegria para mim!
    Obrigada pelo carinho constante.

    Beijos carinhosos

    Márcia

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  16. Jorge, que bonito isto que você disse!
    Obrigada, sempre.

    Beijos

    Márcia

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  17. Adroaldo, tem coisas que ficam no plano da ideia e, nem por isso, as pessoas deixam de saber o final. Concordas?

    Beijos

    Márcia

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  18. Mauro, agradeço a gentileza de seu comentário, sempre motivo de alegria para mim.

    Beijos

    Márcia

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  19. Dois minutos a cantar versos ao luar,são para notívagos e seresteiros, muitas vezes um compasso que marca no tic-tac, no vai-e-vem da vida, simplesmente tudo. Tic-tac, tic-tac... O tempo, ao luar, nos dá a sensação de eternidade, tamanha é a beleza. E o que é a eternidade para aquele que lhe é Senhor? Um nada, um instante, onde tudo acontece, alegrias e tristezas, perdas e ganhos, dores e felicidades. Dois minutos são um quase nada na quase total eternidade que somos nós, seres de origem divinal.

    Deveria ser assim com todos, mesmo nas perdas, mesmo nos ganhos porque saudade não significa necessariamente tristeza. A saudade pode, sim, ser alegre. Basta inverter o prisma através do qual a sentimos impregnar em nossas mentes, mesmo que por apenas dois minutos.

    Que Deus, o Senhor da Eternidade te seja eterno e te abençoe,

    Caminha.

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  20. É verdade, Caminha. Os instantes são eternizados em nós.
    Obrigada pelo carinho, sempre.

    Um abraço

    Márcia

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  21. Sarava!
    Essa Menina
    é uma Menina
    Joia!
    Bjs
    Thô

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  22. Hehe!! Você é um barato, Thô!
    Obrigada.

    Beijos

    Márcia

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  23. Minha amiga Márcia estou cheio de compromissso aqui n meu RS. Mas fico feliz de hoje retornando ler-te novamente e voltar a sonhar. Um abraço poetisa dos mais belos sonetos.

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  24. Sabe o que me lembrou, Márcia?
    Velhas cantigas dolentes, com viola acompanhando.
    Tem uma toada bem de violeiro.

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