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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Aqui onde moro...


© Márcia Sanchez Luz


(Img: Márcia Sanchez Luz)



















Aqui onde moro
quero-queros logo gritam
se alguém se aproxima.
A coruja à tarde observa
pra de noite começar.

Tartarugas no verão
primavera por que não?
Correm lépidas pra chuva
atrás de água pra beber
cantinho pra namorar.

Beija-flores nas grevilhas
russélias brancas, vermelhas
aguardam carinhos e beijos
enquanto ixoras sorriem
esperando sua vez.

Jasmins de todas as cores
com suas formas variadas
exalando olores diversos
perfumam o ar, dançam ao vento
trazem paz, doces alentos.

Jerivás e guarirobas
reais e imperiais
arecas e washingtônias
palmeiras aqui não faltam
pra brindar as helicônias.

Aqui onde moro me integro
entrego-me às plantas e aos bichos.
Mensageiros do vento tilintam
alertam pra chuva que vem
e pra que vai embora também.

Os bichos que aqui trafegam
não precisam de controle
seja em terra ou no ar...
Não se agridem como os homens
vivem em total sintonia.




*Do Livro "No Verde dos Teus Olhos" - Editora Protexto, PR - 2007

sábado, 18 de junho de 2011

O SOL DA MEIA-NOITE...

Imagem do Google











Com você,
cada manhã
é um novo susto.

© Márcia Sanchez Luz

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Auras



Archeological Reminiscence - Salvador Dalí


Queria poder te contar
meus mais loucos sonhos
tão reais devaneios!
Viagens astrais...

Portais emanando a justiça
palidamente escondida
pelas mãos da humanidade
torta, fria, desumana.

Infinitamente maiores
do que jamais vislumbrara
surgem auras, alvas auras!
Leves dançam, giram, voam.

Polidamente me chamam
com natural cortesia.
Sussurram sons cristalinos
como água e vento se amando.

Corre o tempo e o tempo clama
retidão de sentimentos
coração aberto ao vento
lágrimas, doce momento.

© Márcia Sanchez Luz

Do livro: "No Verde dos Teus Olhos", Ed. Protexto, PR, 2007



sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Poema de Natal


Fonte: Google

Neste Natal quero paz nos corações.
Não aquela paz momentânea, doentia,
que só dura o tempo necessário
para a entrega dos presentes...

Não. Tem de ser eterna
a paz que eu espero!

Ela tem que durar
o tempo da humanidade,
o tempo da liberdade,
a idade da procura
por paz, amor e ventura.

Sim. Tem de ser eterna
a paz que eu espero!

© Márcia Sanchez Luz

domingo, 31 de maio de 2009

Trilogia - Poema de Márcia Sanchez Luz


Imagem do Google


Sabor ao vento de uma calmaria.
Transpiro afagos, doces fantasias!
Verdade incerta, porém que me alenta.

Serenidade!

Tristeza insana que nunca se acalma
nas noites frias de canções vazias.
Corações secos – onde está a alma?

Insanidade!

Calor profundo que me assola o ventre!
O amor surgiu, leve e passageiro,
trazendo a febre de um furor festeiro.

Corporeidade!


© Márcia Sanchez Luz

domingo, 30 de setembro de 2007

Tua, Eternamente













Sim.
Buscar-te-ei até o fim
De meus dias.
Tomar-te-ei em meus braços
Como a um bebê incansável.
Dar-te-ei meu colo
Meu solo.
Minha canção será tua
Como tua é minha paz.
Mas não te aflijas se eu me for.
Tua serei, eternamente.

Márcia Sanchez Luz ©