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Img: Márcia Sanchez Luz |
Amo demais que até ferida brota
na cálida, escondida lua negra
dos meus delírios (dor que desintegra
calma desnuda em chuva de gaivota).
Os olhos choram mares, geram grotas,
fabricam densa nuvem que se integra
ao corpo equivocado pela entrega
sofrida num adeus desfeito em gotas.
Amo demais, eu sei, mas o que faço
se de outro jeito não conheço o amor?
A minha sina é nunca combater
o que me atrai e gera descompasso.
Se por um lado existe o dissabor,
tenho da vida a flor que vi nascer.
Fim de noite, e recebo este belíssimo soneto da escritora Márcia, nada poderia terminar tão perfeita a noite como "LUA NEGRA", na forma como você sente essa lua, vinda duma alma poeta linda, obrigada por dividir este momento, com admiração,Efigênia Coutinho
ResponderExcluirMárcia, eu conversava anteontem com uma poetisa sobre poesia e ela citou não sei mais quem, que teria dito: "Se queres ser poeta, sofre!"
ResponderExcluirO assunto "rendeu", lógico.
Nos versos seus que tanto gosto de ler, principalmente pelo esmero que você põe na coisa, vejo a verdade daquele trecho de canção conhecida "Quanto mais triste, mais bonito soa" (Rindo à toa/Falamansa).
Uma verdade parcial, pois versos alegres não são necessariamente menos bonitos, não.
Sou de acreditar que o artista sofre mais porque sente mais, porém pelo mesmíssimo motivo goza mais, mais intensamente.
Sua lua é linda, linda, cor escura e tudo. Soneto palatável, este. Acabo de degustar com grande satisfação.
Ah, inevitável tentar adivinhar alguma referência objetiva para essa flor da vida, tão sua e que você viu nascer. Pareceram-me igualmente implausíveis as poucas hipóteses que suscitei.
É sempre bom pra mim, voltar aqui.
Grande abraço.
"A minha sina é nunca combater
ResponderExcluiro que me atrai e gera descompasso."
MARCIA! Tua lua chegou forte, aqui na minha madrugada! Gosto imensamente dos teus poemas e a "lua negra" iluminou, ainda mais, minha admiração por você!
Bravíssimo!
Abraço enluarado!
É só pra dizer que não sou " anônimo"
ResponderExcluirSó me distraí, vendo tua lua...
Abraço!
Conheço poucas escritoras que tem o carinho e o trabalho de afinar seus textos. Márcia é uma delas, sempre atenta à forma e a mensagem do que escreve. Parabéns. Jorge Cortás Sader Filho
ResponderExcluirMai um soneto dos muitos que com certeza lerei num livro. Torcendo para que você Márcia nos brinde cada vez mais com belas obras. Parabéns a essa iluminada poetisa da qual quero ler ainda em muitas luas negras ou claras.
ResponderExcluirLua clara, Márcia. Poema e luz clara e rara.
ResponderExcluirAbraço.
Parabéns, Márcia querida,
ResponderExcluirSeu soneto é lindo, sugestivo e nos faz caminhar com você por seus versos.
Parabéns, como sempre.
Beijos
Vânia Moreira Diniz
Querida amiga Márcia:
ResponderExcluirFoi tão bom chegar ao trabalho e abrir seu e-mail, trazendo-me uma refinada obra de sensibilidade como Lua Negra.
Amar assim com tanto amor....poder ver o lado cálido e o lado escuro, o prazer de ver nascer, a dor de ver se perder e a sina de recomeçar mais uma vez....desnuda o teu coração e me mostra o quanto tens guardado aí....escreve sempre, diz com as suas mãos hábeis, como que segurando, em vez duma caneta...uma batuta...porque é de pura harmonia e doce música... lírica.... a forma com que você faz essas coisas.
Difícil é para mim não me emocionar profundamente...."gotas" como você diz....
Obrigado por você dividir comigo, mais uma vez!
Com carinho,
Maurício Máximo Parreira
Marcia, poetamiga: todas as vezes que visito sua página saio fortalecida.Obrigada por deixar ao nosso alcance esta lua negra tecida de mistéris. Parabens pela leveza do ser poético. Bjos de luz,Grauninha
ResponderExcluirMarcia
ResponderExcluirTeu trabalho é muito especial. Gostei demais do Imaginário. Eu volto, viu?
Lua negra é belíssimo.
beijos
Nydia
Sarava!
ResponderExcluirLua Negra é cetim
Que deslisa
Em letras
Virtualmente
Macias
Como a chegada
Do
Amor
Beijos
Heitor
Add www.myspace.com/heitordepedrazul
Sei que a flor que brota até supera a mais áspera espera.
ResponderExcluirMárcia,
ResponderExcluiro soneto está perfeito. parabéns.
abraços,
Pedro
ESTOU VIAJANDO, SEM CONEXAO, MAS CONSEGUI LER SEU SONETO, VOLTO DEPOIS, ROGEL SAMUEL
ResponderExcluirAmo demais e sei que pensamento
ResponderExcluirNão me atordoa se não me acordar
A lua nova saindo ao relento
Foi a certeza que ficou no ar...
Um xêro pra sua poesia!
Maviael Melo
Belo soneto Márcia, muito bem costruído. Parabéns. Abraços
ResponderExcluirMarcinha, muito bom reler a sua flor lunar, banhada de eclipses, mas de perfumes também. Beijos, Leila
ResponderExcluirQuando a lua é negra
ResponderExcluirRogel Samuel
Em "Lua Negra", Márcia Sanchez Luz nos dá um poema anti-lírico, ou melhor, um soneto que é o negativo do sentido clássico de lua. É a foice, o unicórnio, o buraco negro, inatingível, perigoso, que atrai, a solidão inacessível, o vazio, o elemento denso,
mas extremo, o fascínio, mas aniquilamento, o venenoso remédio da cura, o nefasto da
ferida, mas cuja dor nos fascina e ensina - sem esta lua o amor não existe, não atrai, não nasce. A lua negra é o lado escuro da alma, ou Lilith, o lado distante e obscuro da lua, perigoso, a lua bruxa, um buraco no Universo.
Na realidade ela é a anti-lua, sua parte sombria, por isso mesmo dissabor, descompasso e amor.
Amiga, criar uma flor lunar já é raríssimo; ter, além disso, um comentário do grande escritor Rogel Samuel sobre ela é o máximo do desabrochar e da plenitude. Parabéns. Mil beijos, Leila
ResponderExcluirBoa noite,
ResponderExcluirFazendo estes comentários atingirem a maioridade dos 21, renovados parabéns!
Bjs
F
"Amo demais que até ferida brota
ResponderExcluirna cálida, escondida lua negra
dos meus delírios..."
Lindo... como a flor que também vi nascer em cada letra do soneto.
Olá...gostaria sinceramente que vc...postasse aqui este vídeo...um dos que acho mais belos ..
ResponderExcluirLindo poema...
LUA NEGRA...
FELIZ DIA..
http://maluko_beleza.blig.ig.com.br/
LINK DO VÍDEO..
http://www.youtube.com/watch?v=HUhn88WeZT4