sexta-feira, 2 de maio de 2008

Inalienável Veto

© Márcia Sanchez Luz


(imagem: http://www.celitomedeiros.com.br/)

Mero traço que no peito abraça,
abarca em brisas soltas teu sorriso,
mas em vão sequer protege meu achado
das rudes ventanias que destronam a paz!

Quero a semente que te aleita a vida!
Em forma de sustento, o alento é puro.
Se na semeadura teu lago é mais fundo,
que então teus grãos possam nutrir meus dias.

Secreto a ti meus mais parvos idílios!
Caprichos tolos, porém verdadeiros.
E na pujança de meus devaneios
espero a noite que me acorde os sonhos.

Estreitas brumas impelem-me a alma
a transgredir preceitos tão abjetos!
Pois que de tola já me basta a crença
de ser em mim inalienável veto.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Selmo Vasconcellos publica poemas de Márcia Sanchez Luz


Jornal Alto Madeira - Página Lítero Cultural (*)


Quero deixar meus sinceros agradecimentos a Selmo Vasconcellos - poeta, cronista, contista, antologista, divulgador cultural e editor - que vem me presenteando com publicações de minha obra em seus espaços literários:



Jornal Alto Madeira - Página Lítero Cultural (*)


Deixo aqui um convite para que conheçam o trabalho de Selmo, pessoa de qualidades raras, entre elas sensibilidade, altruísmo e honestidade.


Selmo, obrigada por seu carinho!


Márcia Sanchez Luz

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Comemorando o Dia da Educação


Hoje, no Dia da Educação, proponho uma reflexão a partir de algumas frases do educador Paulo Freire (Recife, 19 de setembro de 1921 — São Paulo, 2 de maio de 1997).



“Na verdade, o domínio sobre os signos lingüísticos escritos, mesmo pela criança que se alfabetiza, pressupõe uma experiência social que o precede – a da ‘leitura’ do mundo.”

“Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão.”

"A consciência do mundo e a consciência de si como ser inacabado necessariamente inscrevem o ser consciente de sua inconclusão num permanente movimento de busca."

“Quando penso em minha Terra, penso sobretudo no sonho possível – mas nada fácil – da invenção democrática de nossa sociedade.”


“Devemos compreender de modo dialético a relação entre a educação sistemática e a
mudança social, a transformação política da sociedade. Os problemas da escola estão
profundamente enraizados nas condições globais da sociedade.”

“Para a concepção crítica, o analfabetismo nem é uma ‘chaga’, nem uma ‘erva daninha’ a ser erradicada (...), mas uma das expressões concretas de uma realidade social injusta.”

“Desrespeitando os fracos, enganando os incautos, ofendendo a vida, explorando os outros, discriminando o índio, o negro, a mulher, não estarei ajudando meus filhos a ser sérios, justos e amorosos da vida e dos outros.”

(Últimas palavras escritas por Paulo Freire. Referia-se ao índio Galdino, assassinado por um grupo de adolescentes, em Brasília, 1997.)

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Silêncio e Encanto





O silêncio daquele ambiente me intrigava.

Não saberia dizer ao certo o que de estranho havia.
Só me seria possível tentar descobrir o que o tornava tão diferente para me chamar tanto à atenção.

Repentinamente, a porta se abriu; a luz que emanava era tão intensa que não me deixava ver quem acabara de entrar.
A sensação era de serenidade.

Já não era só luz, mas calor, cor. Estava extasiada!

Naquele instante minha curiosidade se transformara em encanto.
O silêncio persistia, mas era um silêncio de plenitude, não mais de urgência.

Não sei bem quantas horas se passaram. Mas foi tempo suficiente para perceber que aquele silêncio falava tudo o que eu precisava saber.

Entendi o que se passava...

Quem entrara por aquela porta era eu mesma! Não podia perceber antes, pois estava envolta em tamanha luz, que meu corpo já não mais importava.

Era outubro de um ano qualquer.


© Márcia Sanchez Luz

domingo, 13 de abril de 2008

Adeus, Eduardo Martins



Morreu na madrugada de hoje em São Paulo, aos 68 anos, o jornalista Eduardo Martins, autor do Manual de Redação e Estilo do jornal O Estado de S. Paulo, vítima de câncer e insuficiência respiratória. O corpo será velado hoje no cemitério São Paulo. O enterro está previsto para 16 horas.

Martins nasceu 26 de julho de 1939, em Cárceres, no Mato Grosso e começou no Estadão em 1956, aos 17 anos, para cuidar da seção de palavras cruzadas. Desde então foi redator, repórter, chefe de reportagem e comandou as editorias de Nacional, Economia e Cultura.

Em 2001, Martins foi premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte por seu programa De Palavra em Palavra, da Rádio Eldorado, como melhor na área cultural. O jornalista ainda é autor de livros como Uso do Hífen e Com Todas As Letras: O Português Simplificado.


Fonte: Agência Estado

domingo, 6 de abril de 2008

Desvario



Será que nesta vida tão doída
Existe algum lugar que delimite
A perda que maltrata em despedida
E a voz que sempre fere e impõe limite?

Não sei qual a razão de tanta lida
se o que magoa enfim não nos permite
banir o açoite turvo na acolhida
das noites, no silêncio que se omite!

Burlar a escuridão é desvario:
o claro que se apaga e mostra a dor,
não vai trazer a paz – é luta em vão!

Postergo e avilto a morte, fantasio
que tudo enfim será cultivador
de um mundo desprovido de aflição.

© Márcia Sanchez Luz

quinta-feira, 3 de abril de 2008

À Pequena Isabella

Num tempo em que ainda havia um amanhã...


de estrelas no céu,
cadentes ou não,
sedentas ou não,
carentes ou não...

de esperanças e medos,
de findar talvez
a alegria que até então se bastava...

crianças sobreviviam
à miséria...
à fome...
às injustiças sociais...


Isso num tempo em que ainda havia um amanhã.

© Márcia Sanchez Luz

segunda-feira, 31 de março de 2008

For You


Wherever I go
Whatever I do
The simplest, the purest
Is always for you.

My mind and my heart
Alone and together
Discover your secrets
Disable your trends.

Whenever my feelings
Seem so disagreeable
I’ll be ever watching
Your heart and my tears.

And whether I fall
Or even I cry
I’ll be ever trying
To give you my love.

© Márcia Sanchez Luz

sexta-feira, 28 de março de 2008

Homenagem do Grupo Ecos da Poesia à Márcia Sanchez Luz


Deixo aqui um convite para que vejam a linda homenagem que recebi de Victor Jerónimo e Mercêdes Pordeus, fundadores do Grupo Ecos da Poesia.

O endereço está logo no título. Para chegar lá, basta um clique!

Márcia Sanchez Luz

terça-feira, 25 de março de 2008

Ao Som de Madrigais




No ocaso deste acaso em que me vejo,
me perco em muitas curvas longilíneas:
tuas mãos em meus cabelos, benfazejo,
ao som de madrigais nas noites minhas.

Prefiro o teu perfume ao meu incenso
de mirra ou de jasmim quando em teu colo!
Porém quando te afastas, te dispenso.
Não queiras que eu te queira, não me imolo!

E por não ser mentira é que profiro
que a noite não passou de uma cantiga
deixada ao léu depois de alguns suspiros.

Tampouco vou querer ver teu delírio
em busca de um prazer que não mitiga
a sede deste amor que em vão aspiro.


© Márcia Sanchez Luz

sexta-feira, 21 de março de 2008

DIA MUNDIAL DA POESIA


DIA MUNDIAL DA POESIA
UNESCO - 2008


Leiam as diversas manifestações de poetas, comemorando o dia de hoje, em mais uma bela iniciativa do Grupo Ecos da Poesia.


Eu também estou lá, com o soneto "Amor Irmão", e espero vocês para uma visita!




Ilustração cedida pelo Grupo Ecos da Poesia



sábado, 15 de março de 2008

Soneto de Miguel Russowsky


ORAÇÃO DE POETA
(Miguel Russowsky)

Que me darás, Senhor, pela jornada
de dores, privações e misereres?
– Eu te darei a noite salpicada
de estrelas e silêncio. Que mais queres?

– E para a solidão da madrugada?
– Já fiz o mundo cheio de mulheres.
Procura e encontrarás a tua amada.
Faz os mais lindos versos que puderes.

– Mas como irei, Senhor, reconhecê-la?
– Há no céu, entre todas, uma estrela
que apenas tu verás. Que mais perguntas?

– E este frio e esta angústia que ora sinto?
– Quando ela penetrar em teu recinto
a primavera e a paz hão de vir juntas.




sexta-feira, 14 de março de 2008

Poema de Leila Míccolis


VÃ FILOSOFIA...



Falas muito de Marx,
de divisão de tarefas,
de trabalho de base,
mas quando te levantas
nem a cama fazes...


© Leila Míccolis


(poema publicado com a autorização da autora)

quinta-feira, 6 de março de 2008

Mensagem recebida por e-mail


Deixo aqui mais um carinho que me chegou por e-mail, desta vez de Victor Jerónimo, fundador do site Ecos da Poesia, juntamente com Mercêdes Pordeus.


Marcia eu entrei facilmente no seu belissimo blog e depois até acessei o outro.
Ambos espectaculares e condizentes com a grande mestre que você é.
Só não encontrei foi o livro de visitas ou de comentários para poder deixar um recadito.
Obrigado pelo apoio que dá ao Grupo Ecos da Poesia e aos seus comentários.

Com amizade
Victor Jerónimo