segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Soneto para Manoel de Barros
Viver nos tempos modernos...
© Márcia Sanchez Luz
Para Manoel de Barros
(19.12.1916 - 13.11.2014)
O vento sopra como se
mistral
fosse o presente tempo:
decomposto
por vibrações de um
átomo disposto
em forma ou natureza
fractal.
Procuro uma resposta pra
este mal
(que invade o ser humano
predisposto
a não mudar o que lhe
foi proposto)
e mostra o mundo já no
seu final.
É o fim dos tempos onde
a paz crescia
e nos norteava o dia que
seguia
sem tantas mágoas a nos
ofertar.
É duro ver o mundo em
movimento
inverso e nos trazendo
mais tormento
com tanta
vida em torno a se apagar.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Frenesi
© Márcia Sanchez Luz
![]() |
| Orquídea, por Márcia Sanchez Luz |
Aos pedaços me atiro em movimentos
frenesi, momento insano, me questiono
se o que vivo é o que espero de minha vida
se ao teu lado vou me achar na despedida
Mesmo em sonhos, tropeçando em descaminhos
sou quem sou, não tenho nada que me impeça
de alcançar-me mais adiante, sem ter pressa
Vou viver meus sentimentos sem ti mesmo...
E ao dizer-me assim sem traços de amargura
sou de ti meu descaminho que não mente
e que sente a dor da perda que consente.
frenesi, momento insano, me questiono
se o que vivo é o que espero de minha vida
se ao teu lado vou me achar na despedida
Mesmo em sonhos, tropeçando em descaminhos
sou quem sou, não tenho nada que me impeça
de alcançar-me mais adiante, sem ter pressa
Vou viver meus sentimentos sem ti mesmo...
E ao dizer-me assim sem traços de amargura
sou de ti meu descaminho que não mente
e que sente a dor da perda que consente.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
SUPER LUA, por Márcia Sanchez Luz, e um carinho poético do Tanussi Cardoso
![]() |
| Super Lua de agosto, por Márcia Sanchez Luz |
"A LUA
ALUA ALHURES.
ALVA,
OLHOS ALUMBRA"
TANUSSI CARDOSO
segunda-feira, 14 de julho de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Se assim pudesse...
© Márcia Sanchez Luz
Para Gabriel García Marquez
(06.03.1927 - 17.04.2014)
Seria do amanhã, se assim pudesse,
o sol que comemora a luz da lua
e no teu peito surge, em plena rua,
como um noturno afeto, quase prece.
Seria, do acordar, paixão que aquece
(em meio ao turbilhão da noite nua)
e de mansinho chega, se insinua
e faz do medo cor que empalidece.
Seria assim pra sempre um festejar
de cores, sons, sabores se
alastrando
e nos trazendo à vida transparência
de sentimentos soltos pelo ar.
Como seria bom viver cantando
um mundo na alegria da
existência!
(Do livro "Quero-te ao som do silêncio!")
quinta-feira, 20 de março de 2014
Outonal
© Márcia Sanchez
Luz
![]() |
| (Img: Google) |
As folhas caem amarelecidas
no outono de meus sonhos olvidados.
Mas não são eles, mesmo que apagados,
os responsáveis pelas despedidas.
As folhas caem mesmo indefinidas
pelo cansaço (anseios acuados)
e no fracasso, adeuses desterrados
evocam emoções esmaecidas.
O que acontece então? Por que caíram
ao chão as ilusões tão bem descritas
em cartas que juravam não prescritos
o que dissemos e nos conduziram
a pretensões de amores sem desditas?
Talvez a teoria de infinitos.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Desejos arcanos
Sonhos de moça-menina,
sonhos de mulher madura,
sonhos que a vida costura
e que o mau tempo assassina.
Sonho que a noite fascina
e que alegria perdura,
mas quando acordo a brandura
se perde - a vida fulmina,
pois não perdoa os enganos.
São tantos, sei, não tem jeito,
mas não são erros mundanos.
São só desejos arcanos
e com os quais me deleito,
pois que não são levianos!
(Do livro "Quero-te ao som do silêncio!")
domingo, 15 de dezembro de 2013
sábado, 30 de novembro de 2013
Seiva Fátua
© Márcia Sanchez Luz
(Img:
Lucidez I, Gustavo Saba)
Eu te agradeço porque me
cedeste
o corpo inteiro numa
entrega mútua,
em que o prazer em sua
forma agreste
rompeu de nossos corpos
seiva fátua.
Insana gratidão a que me
presta!
Pois se foi mútua, por
que agradeceste?
Nesta paixão arrebatada
e farta
não tem calor que não se
manifeste!
Mas assim mesmo eu quero
te dizer
que pude ser teu rei e
teu vassalo
no instante em que tu
foste minha amante.
Que seja então prazer a
florescer
dentro de nossas almas!
O que exalo
é fruto deste amor inebriante.
(Do livro “Porões Duendes”)
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Soneto do amor distante
© Márcia Sanchez Luz
![]() |
| (Img: Girafa em chamas, Salvador Dalí) |
Por tudo o que vivemos sou refém
dos sonhos que deixamos de viver;
ficou saudade por não mais poder
amar-te na distância e mais além.
Eu sei, virou tratado que mantém
um bom bocado de ilusões de haver
tentado nesta vida não sofrer
ausência de um amor que nunca vem.
Escuto o som de notas distorcidas
pela distância que se faz maior,
mas que ainda existe na afeição real
e me alimenta a alma consumida
pela procura insana do sabor
de vida intensa, ritmo ideal.
(Do livro "Quero-te ao som do silêncio!")
domingo, 29 de setembro de 2013
A Primavera
© Márcia Sanchez Luz
O sol se abre
e a primavera em festa
celebra as flores, hiantes
como os pássaros
buscando pares
em beijos e abraços
fazendo a corte
em ritos de passagem
cantando o dia
que acorda fantasias.
O sol aquece
amorna a ferida
e a dor doída
parece que invalida
as tentativas
mais que atrevidas
de amar somente
e nunca estar ausente
ser confidente
à espera mais que urgente
de amor fremente
que arde e envolve a lira
em notas breves
em semitons parelhos.
E anoitecendo
a luz da lua grita
anunciando
o som mais que preciso
da noite insone
que nunca se aquieta.
(Do livro “No Verde dos Teus Olhos”)
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Madrigal
©
Márcia Sanchez Luz
Quero-te ao
som do silêncio,
quero-te à
sombra da estrela;
Como te quero, endoideço!
Quero-te
tanto e mal penso
que te
querer me congela.
E este
querer sem cautela
me faz viver
sonho imenso.
Quero-te
assim, como eu quero
que este
querer não acabe!
Por ti, meu bem, não pondero
e mesmo nem
considero
se em nossa
vida não cabe
o amor que
tanto eu espero.
(Do livro “Quero-te ao som do
silêncio!”)
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